114 anos

– Pergunta!

– Pois não.

– Como mudar a cultura de uma empresa?

– Na base da pancada e trocando pessoas, respondi.

(silêncio).

Estávamos em sala, 20 pessoas, alunos e staff, do meu curso de Conversão de Clientes.

A resposta foi como uma flechada.

Quem me perguntou foi o dono de uma empresa que tinha acabado de fazer 114 anos de existência.

114 anos de existência. Passou por duas guerras mundiais, por planos econômicos, troca de moedas, leis trabalhistas, impacto da globalização e tudo mais que aconteceu no Brasil e no mundo em 114 anos.

Depois em casa caiu minha ficha e talvez eu devesse amenizar a minha resposta. O mais correto seria eu responder:

– Não mude nada, você tem 114 anos. Está dando certo. Porque você quer mexer em algo que funciona por 114 anos enquanto a maioria das empresas não passa dos 2?

Pense comigo, meu caro leitor.

Pense em 114 anos. Essa empresa deveria ser um case nacional. Deveria ir para os livros acadêmicos e virar exemplo.

Essa empresa deveria ser uma fonte de estudos. Estou falando muito sério.

Afinal porque estamos aqui além de pagar os boletos da escola, do plano de saúde e comer uma pizza aos sábados?

Queremos que nossa empresa dure, prospere, gere valor e empregos e queremos que faça isso por anos a fio, décadas. Séculos!

Uma empresa centenária tem na sua cultura a resiliência, tenacidade e algo que, repito, deveria ser matéria de estudo acadêmico.

O livro “Feitas para Durar” (Editora Rocco) fala sobre as características dessas empresas longevas, nos Estados Unidos.

Agora, uma coisa é durar operando nos Estados Unidos, onde a circulação da moeda é muito maior e as coisas podem se resumir a melhoria de práticas concorrenciais.

Não estou simplificando, mas quero relativizar.

Onde é mais fácil prosperar: Aqui ou nos EUA? Aqui além da competência concorrencial você precisa operar em um sistema que flutua em ondas de choques dos pacotes econômicos e onde a moeda de circulação some das prateleiras de produção e escorre para o sistema financeiro.

É muito diferente.

De toda forma, o dono dessa empresa vê claramente a necessidade de mudar algo na sua engrenagem.

Não veio ao meu curso para passear e ainda trouxe 2 colaboradores próximos.

Veio porque sente que algo deve mudar.

Então devo novamente reformular a minha resposta.

Voltando um pouco e “rebobinando a fita”:

– Como mudar a cultura de uma empresa?

– Bem, se sua empresa, que tem 114 anos, está vendo essa necessidade de mudar a sua cultura interna é porque o mesmo DNA resiliente está agora ordenando: “algo precisa ser feito”. Visto dessa forma, minha melhor resposta então é (a mesma): Dando pancada e trocando as pessoas.

Mas, do fundo do meu coração, não me sinto a altura de te responder a essa pergunta, pois simplesmente estou ainda processando o fato da sua empresa ter 114 anos e você estar aqui na minha sala. Na verdade eu deveria estar na sua, aprendendo.

E pensando bem, agora que escrevo, vou pedir por isso.

Esses são os fatos que nos ensinam e surpreendem, bastando estar no curso da vida.

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Stavros Frangoulidis
 

Stavros é o fundador da PaP Solutions, professor da cadeira de "Prospecção de Clientes" da ABEMD e um dos idealizadores do The Client Door. Seu foco está no conhecimento prático - trazendo o par tecnologia+marketing a serviço de uma excelente gestão de vendas com foco em captação e fidelização de clientes.

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